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Saúde Dengue

Ubá tem 827 casos prováveis de Dengue

A Prefeitura de Ubá, através da Secretaria Municipal da Saúde, com o objetivo de informar a toda população os dados atualizados em relação à situação epidemiológica do Município, divulga o Informativo Epidemiológico, na edição nº 08/2020, com os números relativos às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e demais doenças e agravos.

26/03/2020 08h47
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Por: Ubá Em Foco Fonte: Assessoria de Comunicação da PMU
Ubá tem 827 casos prováveis de Dengue

A Vigilância Epidemiológica informa que em 2020, até a semana epidemiológica onze, foram constatados 918 casos prováveis de arboviroses sendo, 827 de Dengue, 46 de Chikungunya e 45 de Zika Vírus.  Foram confirmados com exames laboratoriais 184 casos de Dengue e  3 de Chikungunya.

Destaca-se que os exames são realizados em laboratório de referência, na Fundação Ezequiel Dias - FUNED, em Belo Horizonte, conforme preconizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG). Assim, o tempo de resposta das amostras encaminhadas para análise varia de acordo com a demanda da instituição.

Com a finalidade de auxiliar os profissionais da Saúde na realização das Notificações dos casos suspeitos de Dengue, Zika Vírus e Chikungunya, foram disponibilizadas as fichas de notificações e protocolos de atendimento para melhor condução dos trabalhos. CLIQUE AQUI para acessar os documentos.

A Seção de Controle de Zoonoses informa que na semana de 16 a 20 de março, foram trabalhados os bairros: Centro II (62), Sto. Antonio (18), Paulino Fernandes (48), Cidade Jardim (63), Cittá D Lucca (9), Sta. Alice (20), Itatiaia (24), Dico Teixeira (5), Louriçal (11), Jardim Glória (25), São Sebastião (53).Foram visitados 3.844 imóveis e 338  focos foram encontrados.

LIRAa

Assim como em janeiro de 2019, o resultado (8,2%), do primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti – LIRAa do ano de 2020, apontou um “Alto Risco” de surtos de doenças causadas pelo mosquito.

O primeiro LIRAa do ano foi realizado no período de 6 a 10 de janeiro, onde os Agentes de Combate às Endemias – ACEs estiveram em campo coletando amostras em todos os bairros do município de forma simultânea, e após consolidação dos dados foi certificado que os criadouros  dentro das residências continuam sendo o maior vilão.

Vasos, pratos, frascos de plantas e bebedouros de animais, somam 23.9% dos focos de Aedes encontrados, 23.5% são calhas, ralos, lajes e sanitários em desuso. Os tambores e reservatórios de água somam 19,1%, caixas d’agua 14.8%, lixo (recipientes plásticos, garrafas etc.) 13%, pneus 4.8% e por fim os depósitos naturais como bromélias, folhas e buracos de árvores representam 0,9%.

Combate ao Aedes em Ubá

Diante do elevado resultado do índice, 8,2%, a Secretaria de Saúde está intensificando as ações através dos mutirões de limpeza que serão retomados, contratação de novos ACEs, telagem de caixas d’água, implantação de Comissões Permanentes de Combate à Dengue - CPCDs nas empresas e nas escolas, campanhas de mobilização incentivando inclusive o uso de repelentes e a realização da limpeza nas residências.

Combater o mosquito é dever de todos! Se cada um fizer a sua parte, o mosquito não nasce!

Dicas de Prevenção

Segue o alerta à população quanto à necessidade dos cuidados que evitam a proliferação do Aedes, como:

- Mantenha limpas e vedadas adequadamente as caixas de água e os demais reservatórios de água;

- A água sanitária também poder ser utilizada para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, na proporção de 2 ml de água sanitária por litro de água. Mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em água para consumo humano e de animais. Assim, tambores de armazenamento (100 litros) de água não utilizada para consumo deve adicionar 1 copo americano (200 ml) de água sanitária. O tratamento deve ser repetido semanalmente, de preferência em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva;

- Lave e escove as partes internas dos vasos sanitários em desuso e vede corretamente os ralos, fazendo uso de água sanitária e sabão em pó semanalmente nesses locais;

- Mantenha a casa limpa e sem água parada para evitar os possíveis criadouros: nada de manter pratinhos de plantas com água, garrafas pet ou qualquer objeto que facilite o acúmulo de água. Verifique as bandejas na parte de trás dos refrigeradores;

- Mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água nas mesmas;

- Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos. A água deve ser trocada diariamente;

- Mantenha piscinas devidamente tratadas;

- Dê um cuidado especial ao armazenamento e destinação do lixo. Jamais descarte qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos.

Essas ações são primordiais para se combater o vetor transmissor de doenças que matam. Para enfrentar o Aedes é preciso a união de toda sociedade. Realizar a vistoria nos domicílios e locais de trabalho é de extrema importância.

O trabalho de conscientização continua sendo realizado pelos Agentes Comunitários de Saúde em conjunto com os Agentes de Combate às Endemias. É importante reforçar que a população receba bem os Agentes e siga as orientações dadas por eles.
 

SARAMPO

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. Cursa inicialmente com febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo, com direção cabeça-membros), sintomas respiratórios e oculares. No quadro clínico clássico, as manifestações (além da presença de febre e exantema maculopapular) incluem tosse, rinorréia (rinite aguda), conjuntivite (olhos avermelhados), fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). 

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções (ou aerossóis) presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode se manter em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes. 

O comportamento endêmico - epidêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, bem como da circulação do vírus na área.  

A principal forma de prevenção contra o sarampo é a VACINA TRÍPLICE VIRAL, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Essa vacina está disponível no Calendário Nacional de Vacinação, conforme abaixo: 

VACINAÇÃO DE ROTINA:

· Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral. 

· Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

· De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose. Gestantes com até 29 anos, caso não tenham nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber NO PÓS-PARTO duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose. 

· De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose. Gestantes de 30 a 49 anos, caso não tenham nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber NO PÓS-PARTO uma dose da vacina. 

· Profissionais de saúde  Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), população privada de liberdade, viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais de acordo com a faixa etária,(médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

Assim, recomenda-se no planejamento de qualquer viagem, com particular atenção aos estados ou países onde há circulação do sarampo, o viajante suscetível deve receber a vacina tríplice viral 15 dias antes da viagem, para sua completa proteção e de seus familiares. A Caderneta de Vacinação é o documento de registro de sua situação vacinal e deve ser guardado junto com os demais documentos pessoais com mesmo zelo dados aos demais.

Durante a viagem, reforçar as medidas de higiene pessoal e do ambiente:

- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

- Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;

- Não compartilhar copos, talheres e alimentos;

- Procurar não levar as mãos aos olhos ou à boca;

- Sempre que possível evitar aglomerações ou locais pouco arejados;

- Manter os ambientes frequentados, sempre limpos e ventilados;

- Evitar contato próximo com pessoas doentes.

No retorno recente de viagem, o viajante deve ficar atento: Se apresentar febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, até 30 dias após seu regresso, estes podem ser sintomas de sarampo.

Recomenda-se que procure imediatamente um serviço de saúde, informe seu itinerário de viagem, permaneça em isolamento social e evite circular em locais públicos.

No Município de Ubá estão sendo desenvolvidas ações como:

Intensificação da vacina tríplice Viral em todas as Unidades;

Verificação de cartão de vacina em escolas e fábricas para atualização no Programa Nacional de Imunização - SI-PNI WEB;

Bloqueio Vacinal Seletivo para todos os casos suspeitos.

 CORONAVÍRUS

Em razão da Pandemia de COVID-19, causada pelo novo Coronavirus, a Prefeitura de Ubá atualiza as informações para a imprensa e a sociedade em relação às medidas tomadas e ao quadro da doença na cidade até o presente momento.

O número de casos suspeitos é de 49. Destes, todos foram orientados quanto às medidas de higiene e isolamento domiciliar, e assinaram termo de responsabilidade. Dez resultados foram recebidos, e apontam resultado negativo. Não há nenhum caso confirmado na cidade.

- Importante: Todas as pessoas que chegarem a Ubá vindo de áreas onde considera-se que já haja transmissão comunitária (viagens internacionais e cidades como RJ e SP, por exemplo), mesmo que não apresentem nenhum sintoma, devem comunicar imediatamente a Secretaria de Saúde, através do Setor de Epidemiologia, para monitoramento e orientações. O contato deverá ser feito através dos telefones 3301-6505, 3301-6506 e 3301-6503, de 8h às 17h. A orientação é que essas pessoas, em caso de estarem assintomáticas (sem sintomas) permaneçam em isolamento domiciliar por 7 dias, e em caso de estarem sintomáticas (com sintomas) permaneçam em isolamento domiciliar por 14 dias.

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